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		<title>Campanha de Promoção da Identidade Negra já está nas redes sociais</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2012 22:31:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bamidele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Mabel Dias A Bamidelê – Organização de Mulheres Negras na PB lançou oficialmente na última quinta-feira (29), a segunda edição da Campanha de Promoção da Identidade Negra na PB “Morena/o, não!Eu sou negra/o!” A campanha será desenvolvida de maneira permanente nas redes sociais (twitter @negrasbamidele e facebook &#8211; ongnegrasbamidele), no blog (www.negrasbamidele.blogspot.com)  e no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Mabel Dias</p>
<p>A Bamidelê – Organização de Mulheres Negras na PB lançou oficialmente na última quinta-feira (29), a segunda edição da Campanha de Promoção da Identidade Negra na PB “Morena/o, não!Eu sou negra/o!”</p>
<p>A campanha será desenvolvida de maneira permanente nas redes sociais (twitter @negrasbamidele e facebook &#8211; ongnegrasbamidele), no blog (<a href="http://www.negrasbamidele.blogspot.com/">www.negrasbamidele.blogspot.com</a>)  e no site da Bamidelê (<a href="../../">www.bamidele.org.br</a>). Panfletos e vídeos – que trazem depoimentos de importantes personalidades negras do estado, também serão utilizados. Os objetivos da Campanha de Promoção da Identidade Negra na PB são contribuir para valorização da raça negra no estado, através da afirmação da identidade de negras/os, e ampliar o debate junto à sociedade sobre as relações raciais e a necessidade de políticas públicas que promovam igualdade racial.</p>
<p>O lançamento ocorreu durante o evento “Cotas e Cidadania – um direito seu”, realizado em parceria da Bamidelê com o Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas (NEABI), na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).</p>
<p>De acordo com o Mapa da População Preta e Parda no Brasil, com base em indicadores do Censo do IBGE de 2010, aumentou em 7,6 pontos percentuais o número de municípios onde nos domicílios há maioria de pretos e pardos – de 49,2% para 56,8%.</p>
<p>No Norte e no Nordeste, respectivamente, 97,1% e 96,1% dos municípios são formados por maioria preta e parda.  Na capital paraibana, 53,9% da população é composta de pretos e pardos, porém a presença de negros/as em espaços como universidades, parlamentos, mídia e órgãos públicos, não reflete esta realidade.</p>
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		<title>Campanha de promoção da identidade negra é lançada pela Bamidelê</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 20:20:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bamidele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Mabel Dias “Morena, não. Eu sou negra!” &#8211; Este foi o tema da Campanha de Promoção da Identidade Negra na Paraíba, lançada pela Organização de Mulheres Negras – Bamidelê, em 2009. A campanha teve grande repercussão no estado e está sendo relançada nesta quinta-feira (29) pela entidade, dentro do seminário “Cotas e cidadania – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Mabel Dias</p>
<p>“Morena, não. Eu sou negra!” &#8211; Este foi o tema da Campanha de Promoção da Identidade Negra na Paraíba, lançada pela Organização de Mulheres Negras – Bamidelê, em 2009.</p>
<p>A campanha teve grande repercussão no estado e está sendo relançada nesta quinta-feira (29) pela entidade, dentro do seminário “Cotas e cidadania – um direito seu”, evento realizado em parceria com o Núcleo de Estudos Afro Brasileiros e Indígenas  (NEABI), no auditório do CCHLA, na Universidade Federal da Paraíba.  A campanha “Morena, não! Eu sou negra!” tem entre seus objetivos contribuir para a valorização da raça negra na Paraíba, através da afirmação da identidade de negras/os, como também ampliar o debate junto à sociedade sobre as relações raciais e a necessidade de políticas públicas que promovam a igualdade racial.</p>
<p>De acordo com o Mapa da População Preta e Parda no Brasil, com base em indicadores do Censo do IBGE de 2010, aumentou em 7,6 pontos percentuais o número de municípios onde nos domicílios há maioria de pretos e pardos – de 49,2% para 56,8%.</p>
<p>No Norte e no Nordeste, respectivamente, 97,1% e 96,1% dos municípios são formados por maioria preta e parda.  Na capital paraibana, 53,9% da população é composta de pretos e pardos, porém a presença de negros/as em espaços como universidades, parlamentos, órgãos públicos, não reflete esta realidade.</p>
<p>Para a coordenadora da Bamidelê, Terlúcia Silva, a pesquisa mostra que a Campanha “Morena, não! Eu sou negra!” promovida pela organização em 2009 pode ter contribuindo para que a população paraibana respondesse ao Censo do IBGE 2010 afirmando sua identidade negra.</p>
<p>O coordenador da pesquisa do Mapa da População Preta e Parda no Brasil, Marcelo Paixão, reforça a fala de Terlúcia Silva. Para ele, os indicadores com base no Censo 2010 foram influenciados pelo processo de valorização da presença afrodescendente na sociedade brasileira e pela adoção das políticas afirmativas.</p>
<p><strong>Cotas na universidade –</strong> O seminário “Cotas e cidadania – um direito seu”, terá início as 14h30 com a realização de rodas de diálogo. Em seguida, na praça da alegria do CCHLA, acontece a apresentação cultural do grupo de mulheres capoeiristas, e a noite, no auditório do CCHLA, o debate sobre a importância da adoção de políticas de ações afirmativas nas universidades públicas brasileiras, com o professor doutor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, João Feres. A UFPB adotou a política de cotas em 2010 e tem como proposta reverter o quadro de desigualdades educacionais e raciais entre negros e brancos, promovendo a inclusão social e garantindo o acesso a direitos previstos na Constituição Federal, como a educação pública e de qualidade.</p>
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		<title>21 demarço &#8211; dia internacional pelo fim da discriminação racial</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Mar 2012 11:47:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#160; Hoje celebra-se em todo o mundo o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em memória do massacre de Shaperville, em Joanesbugo, África do Sul. Nesta data,em 1960, 20.000 negros protestavam contra a lei do passe,que os obrigava a andar com um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Hoje celebra-se em todo o mundo o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em memória do massacre de Shaperville, em Joanesbugo, África do Sul. Nesta data,em 1960, 20.000 negros protestavam contra a lei do passe,que os obrigava a andar com um cartão de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. Mesmo a manifestação sendo pacífica, a polícia do Apartheid atirou matando 69 e ferindo 186 pessoas.</p>
<p>O 21 de março também marca a independência para dois países negros, a Namíbia e a Etiópia,em 1975 e 1990, respectivamente.</p>
<p>E nesta quarta-feira (21), Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, o Instituto de Mídia Étnica, de Salvador, promove o debate &#8220;Comunicação como direito humano&#8221;, com os jornalistas Pedro Caribé, do Coletivo Intervozes; Ceres Santos, professora mestre da da Universidade do estado da Bahia e o publicitário Paulo Rogério,um dos fundadores do Mídia Étnica.</p>
<p>Pedro  Caribé e Ceres Santos são titulares do recém-criado Conselho de  Comunicação Social da Bahia e apresentarão o momento atual da presença  do negro nas discussões sobre o direito à comunicação e promoção da  cidadania. O debate, que acontece a partir das 9h30, no Centro de  Encontro da Congregação das Irmãs Mercedárias (Rua Lídio Mesquita, 15 –  no bairro do Rio Vermelho) terá transmissão on line pelas redes sociais  do Correio Nagô.</p>
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<p>A mesa integra o Programa de Equidade Racial e de Gênero no Nordeste Brasileiro,  que envolve o Instituto Steve Biko, a Coordenadoria Ecumênica de  Serviço &#8211; CESE e o Instituto Mídia Étnica na formação de lideranças  negras no Nordeste Brasileiro. Entre os dias 21 e 24 de março, a  etapa de comunicação do Programa oferecerá a 15 lideranças dos nove  estados nordestino oficinas de novas mídias, palestras, encontros com  profissionais do campo da comunicação, visitas a emissoras de tevê e  rádio da capital baiana e a projetos comunitários que utilizam as  ferramentas comunicacionais. Representando a Paraíba nesta formação em comunicação está a integrante da Articulação de Juventude Negra, Priscila Estevão.</p>
<p>Dentre as lideranças que participam da formação em Salvador, dez  atuarão como correspondentes do portal Correio Nagô, representando seus  respectivos estados e alimentando o site que vem se consolidando como a  maior rede de informação <em>on line</em> dos afro-brasileiros. Eles foram  selecionados entre graduandos de comunicação sociais nas diversas  habilitações: jornalismo, publicidade e propaganda, rádio e tevê e  relações públicas. A partir de abril, esses correspondentes estarão em  campo em busca de pautas, contribuições, conteúdo audiovisual e mais  integrantes para a rede Correio Nagô, essencial para a visibilidade de  temas de interesse da comunidade negra do Nordeste.</p>
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		<title>Bamidelê participa de curso de formação em equidade racial e gênero</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 19:31:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bamidele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde o dia 12 de março, está acontecendo em Salvador o curso de formação do Programa de Equidade Racial no Nordeste Brasileiro, desenvolvido em conjunto pela Coordenadoria Ecumênica de Serviço &#8211; CESE, o Instituto Cultural Steve Biko e o Instituto Mídia Étnica/Correio Nagô. Visando contribuir para mudanças estruturais no quadro de desigualdades da Região Nordeste, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o dia 12 de março, está acontecendo em Salvador o curso de formação do <strong>Programa de Equidade Racial no Nordeste Brasileiro</strong>, desenvolvido em conjunto pela Coordenadoria Ecumênica de Serviço &#8211; CESE, o Instituto Cultural Steve Biko e o Instituto Mídia Étnica/Correio Nagô. Visando contribuir para mudanças estruturais no quadro de desigualdades da Região Nordeste, o programa tem como principal foco o combate ao racismo e às desigualdades de gênero. A Bamidelê – Organização de Mulheres Negras na Paraíba foi uma das instituições que teve uma de suas integrantes selecionadas para participar do curso de formação, a assessora de comunicação Mabel Dias.</p>
<p>Durante o curso, 30 representantes de organizações sociais dos nove estados nordestinos  vão participar de uma formação em liderança, fortalecimento institucional, mobilização social, além de comunicação e etnicidades. Dentre os integrantes, nove atuarão como correspondentes do portal Correio Nagô, representando seus respectivos estados e alimentando o site que vem se consolidando como a maior rede de informação <em>on line</em> dos afro-brasileiros.</p>
<p><strong>A aula inaugural aconteceu na segunda (12), às 18h30, na Praça Pedro Arcanjo, no Pelourinho</strong> e contou com a apresentação das três organizações parceiras e uma conferência do co-fundador do Instituto Steve Biko, o economista Sílvio Humberto Cunha, com o tema: “<strong>Desenvolvimento de Lideranças: Expectativas e Desafios</strong>”. A Steve Biko, pioneira na preparação de jovens para a universidade e o mercado de trabalho, colocará em prática o Projeto Kwetu, expandindo para o Nordeste a metodologia pedagógica que une cidadania e consciência negra e há 20 anos é desenvolvida na Bahia.</p>
<p>No dia 21 de março, <strong>Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial</strong>, será iniciada a etapa de comunicação, sob responsabilidade do Instituto Mídia Étnica, envolvendo os nove correspondentes e mais cinco lideranças do Nordeste convidados a integrar a rede. A aula inaugural que acontecerá às 9h30, no Centro de Encontro da Congregação das Irmãs Mercedárias (Rua Lídio Mesquita, 15 – no bairro do Rio Vermelho), será sobre o tema “<strong>Comunicação como direito humano</strong>” e reunirá o jornalista Pedro Caribé, titular do Conselho de Comunicação Social da Bahia e integrante do Coletivo Intervozes e o publicitário Paulo Rogério Nunes, um dos fundadores do Instituto Mídia Étnica, que falará direto dos Estados Unidos, onde concluiu especialização em novas mídias na University of Maryland, na região metropolitana de Washington D.C.</p>
<p>A etapa de comunicação do <strong>Programa de Equidade Racial no Nordeste Brasileiro</strong> integrará oficinas, palestras, encontros com profissionais do campo da comunicação e visitas a emissoras de tevê e rádio da capital baiana e a projetos comunitários que utilizam as ferramentas comunicacionais, como o NordesteEuSou, primeiro portal da comunidade do Nordeste de Amaralina.</p>
<p>“Nosso objetivo é contribuir para o fortalecimento das instituições sociais do Nordeste Brasileiro a partir da capacitação desses representantes para o uso das potencialidades da comunicação na militância social e política”, destaca a publicitária Ilka Danusa, diretora do Instituto Mídia Ética. Sobre a atuação dos correspondentes do Correio Nagô para a circulação de notícias de interesse da população nordestina, a publicitária ressalta: “A capacitação desses jovens e a posterior atuação no portal Correio Nagô, como produtores de conteúdo e mobilizadores da rede, serão de extrema importância para suas trajetórias profissionais e para o desenvolvimento das organizações da região Nordeste, que ainda carecem de visibilidade nacional”.</p>
<p>O <strong>Programa de Equidade Racial no Nordeste Brasileiro</strong> contou ainda com a seleção, por parte da Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CESE, de 10 organizações que receberão apoio financeiro e acompanhamento das ações de fortalecimento institucional. São elas: Associação das Baianas de Acarajé – ABAM (BA), a Associação de Apoio aos Assentamentos e Comunidades Afrodescendentes (PB), o Instituto da Mulher Negra do Piauí – Ayabás (PI), a Organização de Mulheres Negras na Paraíba – Bamidele (PB), o Centro de Cultura Negra do Maranhão (MA), o Instituto de Juventude Contemporânea – IJC (CE), Interredes em Movimento – Desenvolvimento Institucional do Interredes Nordeste (CE), os grupos Mulher Maravilha (PE), ODARA (BA) e a Rede Religiosa de Matriz Africana do Subúrbio – RRMAS (BA)</p>
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		<title>Movimento feminista realiza manifestação pelo 8 de março</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 12:20:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Há 102 anos, o 8 de março marca o Dia Internacional das Mulheres. A escolha da data remete às mobilizações, ocorridas em 1857 em nova Iorque, protagonizadas pelas mulheres que lutavam por melhores condições de trabalho realizaram uma grande greve, que foi reprimida, mais de 100 mulheres morreram pelo incêndio causado pelos patrões. Desde 1910, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há 102 anos, o <strong><em>8 de março</em></strong> marca o Dia Internacional das Mulheres. A escolha da data remete às mobilizações, ocorridas em 1857 em nova Iorque, protagonizadas pelas mulheres que lutavam por melhores condições de trabalho realizaram uma grande greve, que foi reprimida, mais de 100 mulheres morreram pelo incêndio causado pelos patrões. Desde 1910, o 8 de março é um dia de luta para as mulheres de todo o mundo.   Essa data tem papel importante na sustentação da identidade das mulheres na luta pela superação das desigualdades entre homens e mulheres. Essa luta concedeu várias conquistas às mulheres em todo o mundo. É certo que avançamos no reconhecimento de que também somos gente; que não somos apenas mães e donas de casa; que podemos participar de igual forma da produção de riquezas e ter direitos políticos assim como os homens. Mas, o patriarcado continua forte e junto com o capitalismo e o racismo continua explorando as mulheres, seus sonhos e enquadrando-as em padrões de consumo e de violência. A luta do dia internacional das mulheres continua atual. Para o movimento feminista e de mulheres essa data, não é de comemorações, de presentes e de entrega de flores e sim de afirmação de um projeto feminista de sociedade.</p>
<p>A Bamidelê &#8211; Organização de Mulheres Negras na Paraíba, em conjunto com várias organizações feministas da Paraíba, realiza nesta quinta-feira (08), uma manifestação no Parque Solon de Lucena, a partir das 7h30. Entre as reivindicações do movimento feminista e de mulheres estão:</p>
<p><strong>Por um modelo de desenvolvimento que respeite a soberania de seu povo!</strong><strong> </strong>Sem agronegócio, sem modelo agrícola que usa agrotóxico. Somos contra o novo código florestal que não respeita a natureza. E a favor da Reforma Agrária!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&gt; Pelo reconhecimento das mulheres no mercado de trabalho e a autonomia econômica das mulheres!</strong> Por igualdade de oportunidades, melhores condições de trabalho, salários adequados e iguais aos dos homens. E reconhecimento do trabalho doméstico pelo Estado e garantia de políticas (creches/lavanderias/restaurantes) que diminuam a nossa jornada dupla/tripla de trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&gt; Pela implementação de Políticas Públicas que garantam </strong><strong>a superação das desigualdades econômicas, sociais, de gênero, raça e etnia!</strong> Educação de qualidade e saúde integral da mulher com um SUS 100% público, Descriminalização e legalização do Aborto, Previdência Social  e garantia de um Estado laico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&gt; Pelo fim da violência contra as mulheres!</strong> A violência contra as mulheres é um fenômeno social absurdo, descarado e inaceitável! A cada dia aumentam o número de assassinatos! Pela efetivação da Lei Maria da Penha (com reaparelhagem das Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres (DEAMs), mais profissionais e funcionamento 24h e nos finais de semana); Criação de mais DEAMs e diminuição da impunidade!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&gt;Pelo fim da homossexismo e do racismo!</strong><strong> </strong>Indignadas diante da opressão as quais sofrem as mulheres negras e homossexuais, ressaltamos a importância da criação de mecanismos educacionais, culturais e legais específicos que assegurem os direitos de segmento populacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&gt; Pelo fim da mercantilização do corpo das Mulheres!</strong> Pelo fim de programas e propagandas publicitárias que exploram a imagem e o corpo das mulheres como mercadoria, reforçando a cultura machista, a violência e os preconceitos. Abaixo à violência midiática! Pela  democratização da comunicação e mecanismos legais que garantam a proteção da imagem das mulheres na mídia!</p>
<p><strong>Por fim</strong>, continuamos a reivindicação por Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres na Paraíba.</p>
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		<title>Comunidade Quilombo Rio dos Macacos divulga carta</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 19:29:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bamidele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A comunidade quilombola de Rio dos Macacos, na Bahia, divulga Carta ao povo brasileiro, pedindo apoio para se manterem em seu território tradicional. Situada próximo a um condomínio da Marinha brasileira, a comunidade está sendo ameaçada de despejo pela força armada. Várias famílias vivem no local há mais de 100 anos. Confira documento divulgado e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>A comunidade quilombola de Rio dos Macacos, na Bahia, divulga Carta  ao povo brasileiro, pedindo apoio para se manterem em seu território  tradicional. Situada próximo a um condomínio da Marinha brasileira, a  comunidade está sendo ameaçada de despejo pela força armada. Várias  famílias vivem no local há mais de 100 anos. Confira documento divulgado  e assinado pelo Movimento Negro Unificado e pela Frente Nacional em  Defesa dos Territórios Quilombolas.</div>
<div></div>
<div>Mais uma vez em nosso país, assistimos ao descumprimento dos direitos  das comunidades quilombolas! O quilombo do Rio dos Macacos, na Bahia,  tem data de desocupação marcada: 04/03/2012. Trata-se de pessoas que  estão vivendo nestas terras há mais de cem anos, resistindo a diversas  dificuldades impostas pela Marinha Brasileira.</div>
<div></div>
<div>A Constituição garante,  no artigo 68 das disposições transitórias, a demarcação, titulação e  posse das terras ocupadas por remanescentes quilombolas, possibilitando a  continuidade destas comunidades, que devem ser consideradas como a  prova maior do símbolo de luta contra a escravidão, no passado, e o  racismo, no presente. A Marinha do Brasil mais uma vez mostra que é uma  instituição contrária aos negros, vide os exemplos da Revolta da  Chibata, dentre outros. A desocupação do Quilombo de Rio dos Macacos, na  Bahia, é um desrespeito aos tratados internacionais assinados pelo  Brasil, a exemplo da 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, ocorrida  em Durban, na África do Sul, em 2001 a Convenção 169 da OIT, Guardadas  as devidas diferenças, mais uma vez o crime cometido contra a comunidade  do Pinheirinho vai se repetir. Nós, Quilombolas, Negros(as), militantes  contra o racismo de todas as etnias organizados através da Frente  Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas &#8211; nos posicionamos contra  essa arbitrariedade, e chamamos a sociedade em geral , a todas as  organizações do Movimento Social e Social Negro para protestar contra  esse flagrante desrespeito aos quilombolas e ao povo brasileiro.  Lembramos que a presidente Dilma não pode permitir que esta ação ocorra  embaixo dos seus olhos, em local próximo ao escolhido por ela e outros  Presidentes para passar suas férias. Não permitiremos que esta  desocupação ocorra. Somos todos quilombolas, somos todos Quilombo do Rio  dos Macacos!</div>
<div><strong>Movimento Negro Unificado – GT de Lutas, Autônomo e Independente</strong></div>
<div><strong>Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas.</strong></div>
<div><strong><br />
</strong></div>
<div><strong>Entenda o caso:</strong></div>
<div>Há mais de 100 anos, famílias quilombolas vivem na região do Rio dos  Macacos. Elas são alvo constante de ameaças por parte da Marinha do  Brasil, que possui um condomínio na área e querem expandi-lo, expulsando  os quilombolas de lá. A Marinha já promoveu perseguições, destruição de  casas no Quilombo, e impede a entrada e saída de pessoas no local. Até  mesmo agentes do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma  Agrária), responsável pela titulação de áreas quilombolas, foram  impedido de entrar no Rio dos Macacos.</div>
<div>Em 2009 a comunidade recebeu uma ordem de despejo, entretanto, com o  reconhecimento da área quilombola, o prazo se estendeu até o dia  04/03/2012. No último 27 de fevereiro houve uma reunião para que a ordem  de despejo fosse revogada por cinco meses, até a conclusão do relatório  do Incra, porém não há certeza de que esse acordo será cumprido.</div>
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		<item>
		<title>Conar determina retirada de propaganda de cerveja racista</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 17:42:29 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) determinou que o grupo responsável pela produção da Devassa altere o polêmico anúncio da cerveja Devassa Negra. Segundo o órgão, a propaganda continha informações e associações ambíguas de teor racista e sexista.  A decisão foi comunicada na última quarta-feira (29) à Ouvidoria da Secretaria de Políticas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_851" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://www.bamidele.org.br/site/wp-content/uploads/2012/03/imagens-negras.jpg"><img class="size-full wp-image-851" title="imagens negras" src="http://www.bamidele.org.br/site/wp-content/uploads/2012/03/imagens-negras.jpg" alt="" width="320" height="184" /></a><p class="wp-caption-text">Cartaz da propaganda da cerveja Devassa</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar)  determinou que o grupo responsável pela produção da Devassa altere o  polêmico anúncio da cerveja Devassa Negra. Segundo o órgão, a propaganda  continha informações e associações ambíguas de teor racista e sexista.   A decisão foi comunicada na última quarta-feira (29) à Ouvidoria da  Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em  resposta ao processo instaurado e encaminhado pelo órgão ao Conar e ao  Ministério Público.</p>
<p>Além de evidenciar o corpo da mulher negra, o  conteúdo continha a seguinte frase: “É pelo corpo que se reconhece a  verdadeira negra. Devassa negra encorpada. Estilo dark ale de alta  fermentação. Cremosa com aroma de malte torrado”. O Conar entendeu que  as infrações cometidas pela publicidade estão previstas nos artigos do  Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária.</p>
<p>Para o ouvidor da Seppir, Carlos Alberto de Souza e Silva Júnior,  houve a propagação de veiculação de uma imagem deturpada da mulher  negra. &#8220;A frase utilizada na peça associa a imagem de uma mulher negra à  cerveja, reforçando o processo de racismo e discriminação a que elas  estão submetidas historicamente no Brasil e que é caracterizado, entre  outras manifestações, pela veiculação de estereótipos e mitos sobre a  sua sexualidade”, considerou.<br />
<strong><br />
Atuação do Conar<br />
</strong>O Conar  é uma organização não governamental cujo objetivo é impedir a  publicidade enganosa ou abusiva que cause constrangimento ao consumidor  ou a empresas. O órgão é formado por publicitários e profissionais de  outras áreas. A missão principal é o atendimento à denúncias de  consumidores, autoridades, associados ou formuladas pelos integrantes da  própria diretoria. Todas as denúncias passam pela avaliação do Conselho  de Ética, com garantia de direito de defesa aos responsáveis pelo  anúncio. Uma vez que seja confirmada a denúncia, a organização recomenda  alteração ou suspensão completa da veiculação do anúncio.</p>
<p>Fonte &#8211;  Ibahia</p>
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		<title>Seppir lança guia para orientar elaboração de ações afirmativas</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 14:49:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bamidele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) vai lançar um guia para orientar a elaboração e implementação de programas de ações afirmativas. A publicação faz parte do plano de ação 2012 do Memorando de Entendimento firmado entre a Seppir e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid) que tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Secretaria de Políticas de Promoção da   Igualdade Racial (Seppir) vai lançar um guia para orientar a elaboração e   implementação de programas de ações afirmativas.</p>
<p>A publicação faz  parte do  plano de ação 2012 do Memorando de Entendimento firmado entre a  Seppir e a  Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o  Desenvolvimento (Aecid)  que tem duração de quatro anos. O guia será  voltado para o atendimento a  demandas de órgãos ou entidades públicas  ou privadas por instrumentos e métodos  para implementar de tais  políticas no ambiente interno dessas organizações.  Além do guia, a  cooperação vai permitir a realização, ainda este ano, de uma  pesquisa  de opinião para identificar como a sociedade vê a violência contra a   juventude negra. O estudo subsidiará as propostas de combate a esse  problema.  No que diz respeito às comunidades tradicionais, o memorando  prevê apoio para o  mapeamento de terreiros em áreas metropolitanas,  para o Projeto Quilombos das  Américas, e a capacitação de 190  lideranças quilombolas. De acordo com  representantes da Aecid, a atual  cooperação deve também abrir portas para mais  um intercâmbio na área de  gênero, o que pode contribuir para o fortalecimento  das políticas para  mulheres negras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: Seppir.</p>
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		<title>Quilombo dos macacos: governo federal suspende ordem de reintegração de posse</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 14:42:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bamidele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O governo federal assegurou na audiência pública, realizada no dia 27/02 no Quilombo Rio dos Macacos, na Bahia, que todos os direitos da comunidade serão preservados. Os moradores do território tiveram também a garantia de que a ordem de reintegração de posse emitida pela Marinha do Brasil, prevista para ser cumprida em 04 de março, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O governo federal assegurou na  audiência pública,  realizada no dia 27/02 no Quilombo Rio dos Macacos, na  Bahia, que  todos os direitos da comunidade serão preservados. Os moradores do   território tiveram também a garantia de que a ordem de reintegração de  posse  emitida pela Marinha do Brasil, prevista para ser cumprida em 04  de março, está  suspensa por cinco meses até a conclusão do Relatório  Técnico de Identificação  e Delimitação do Instituto Nacional de  Colonização e Reforma Agrária (Incra).  Além dos moradores de Rio dos  Macacos, participaram da audiência a Secretaria-Geral  da Presidência da  República, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade  Racial  (Seppir), Incra, Fundação Cultural Palmares, e o secretário de Promoção   da Igualdade da Bahia (Sepromi), Elias Sampaio.<br />
<strong>Conflito  com a Marinha</strong> &#8211; Uma das comunidades mais antigas de  descendentes de escravos no  Brasil, o Quilombo Rio dos Macacos, onde moram e  vivem cerca de 50  famílias, estava com data marcada para a sua expulsão: 4 de  março de  2012. A reivindicação das terras é feita pela Marinha do Brasil, que   pretende expandir um condomínio para os seus oficiais naquele território  da  região limítrofe entre Salvador e Simões Filho, no estado da Bahia.  Vários  movimentos sociais têm-se manifestado contra os “flagrantes desrespeitos aos direitos humanos fundamentais”. A  comunidade  conta com “pessoas com mais de 100 anos que nasceram no  mesmo local onde vivem  até hoje”, e que “dizem que não se deixarão  expulsar”. Num filme publicado pelo  coletivo Bahia na Rede, membros da comunidade denunciam “que estão presos na  área  controlada pelos militares, tem dificuldades de sair e entrar e estão   sofrendo ameaças cotidianas de despejo e de agressões”. Sob regime de  tensão e violência, aterrorizados: [os quilombolas]  garantem que passam  a noite acordados com medo de morrer (soldados passeiam à  noite toda  pelas suas roças) e têm medo de sair, pois quando voltar poderão  encontrar  a casa derrubada. O acesso à comunidade é controlado pelo  portão de entrada da  Vila Militar, um condomínio de residências de  sub-oficiais da Marinha; e os  conflitos vêm, sobretudo, com a  construção desta Vila, a partir de 1971. As  famílias da área foram  removidas e desalojadas. Hoje estão proibidas de plantar  e sendo  expulsas da área. Assista aos vídeos dos atos de apoio no <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.livestream.com/teatrovilavelha/video?clipId=pla_d9b8a3b7-1862-4c26-806a-9a4ac9f488e9"><span style="text-decoration: underline;">Teatro  Vila Velha</span></a></span> em Salvador e <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=-1PLHqkRd0A"><span style="text-decoration: underline;">Carnaval de Porto  Alegre</span></a></span>/TV Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante o primeiro ano do  governo de Dilma  Rousseff apenas uma Terra Quilombola foi titulada pelo governo  federal,  de acordo com o estudo <em>Terras Quilombolas – Balanço 2011</em>. A   comunidade beneficiada com o título foi a Colônia São Miguel, no Mato  Grosso do  Sul. O estudo tem a coordenação de Lúcia Andrade e foi  lançada no dia 15/02  pela Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP). O   placar de terras quilombolas tituladas no Brasil alcançou 110 o que  significa  que apenas 6% das 3 mil comunidades quilombolas que se estima  existir no país conta  com o título de suas terras. A Comissão  Pró-Índio de  São Paulo destaca dois temas no balanço do ano de 2011: a)  a decisão do Incra  de contratar empresas para realizar os estudos  antropológicos de identificação  das terras quilombolas a serem  tituladas, e b) os obstáculos encontrados para  dar eficácia aos  decretos de desapropriação de propriedades incidentes em  terras  quilombolas. A publicação contou  com o apoio de ICCO e Christian Aid.  Acesse os <a href="http://comissaoproindio.blogspot.com/2012/02/terras-quilombolas-balanco-2011.html">dados  completos da pesquisa</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: Comissão Pró-Índio de São Paulo e Instituto Búzios</p>
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		<title>A morte invisível das mulheres negras</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 23:17:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bamidele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manchete]]></category>

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		<description><![CDATA[Começou dia 13 de fevereiro e vai até 2 de março, em Genebra, Suíça, a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (Cedaw), da Organização das Nações Unidas (ONU). Para o Brasil, especificamente, sexta-feira (17), foi chave. A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começou dia 13 de fevereiro e vai até 2 de março, em Genebra, Suíça, a   Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação  contra a Mulher  (Cedaw), da Organização das Nações Unidas (ONU).</p>
<p>Para o Brasil, especificamente, sexta-feira (17), foi chave. A   ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as  Mulheres (SPM),  apresentou um relatório sobre as medidas adotadas pelo  Estado brasileiro para  promover a igualdade de gênero. O enfrentamento  da mortalidade materna foi um  dos temas abordados.</p>
<p>Primeiro, porque anualmente cerca de 1.800 brasileiras morrem antes,  durante  ou poucos dias após o parto. Em 2009, foram 1.872 óbitos  maternos declarados,  segundo o DATASUS. O que significa 65 mortes para  cada 100 mil bebês nascidos  vivos.</p>
<p>Segundo, porque, em 2011, o Estado brasileiro foi condenado pela  Cedaw devido  à morte de Alyne da Silva Pimentel, ocorrida em 2002.</p>
<p>Os casos de Alyne, em Berlfort Roxo, na Baixada Fluminense, e de  Marina  Carneiro, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, são  emblemáticos dessa tragédia  brasileira.</p>
<p>Alyne, então com 28 anos de idade e 27 semanas de gestação, procurou  uma casa  de saúde particular, pois estava vomitando e com fortes dores  abdominais. Saiu  de lá com prescrição de remédios para náuseas,  vitamina B<sub>12 </sub>e uma  medicação tópica para infecção vaginal.</p>
<p>Após dois dias piorou. Voltou à casa de saúde e uma ultra-sonografia  mostrou  que o feto estava morto. O parto foi induzido. Mas os médicos  só fizeram a  cirurgia para retirar a placenta 14 horas depois. Em  seguida, Alyne teve  hemorragia, vomitou sangue e sua pressão arterial  caiu. Decidiram transferi-la  para um hospital público da região.</p>
<p>O único que a aceitou foi o Hospital Geral de Nova Iguaçu. Alyne  esperou oito  horas por ambulância. Como a casa de saúde não encaminhou  junto qualquer  documento que indicasse o seu estado clínico, ela ficou  horas no hall da  emergência, pois não havia leito disponível. Aí,  entrou em coma e morreu no dia  seguinte. Entre o mal-estar inicial e o  óbito se passaram cinco dias.</p>
<p>Marina Carneiro tinha 25 anos, residia em Porto Alegre, havia morado  nos  Estados Unidos, cursava o último ano de Engenharia do Meio  Ambiente. Fez  pré-natal com o médico do seu convênio. Ele solicitou  cinco ultra-sonografias,  mas nenhum exame de urina durante o pré-natal,  como determina o protocolo básico  de atendimento às gestantes.</p>
<p>À 0h30 do dia 7 de março de 2005, na 34ª. semana de gestação, Marina  deu à  luz a Manuela. Não sobreviveu para conhecê-la.  Sete horas depois  morreu. Causa:  doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG).</p>
<p><img src="http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/images/stories/images/mulheres_de_olho/alaertemartins_redesaude.jpg" alt="alaertemartins_redesaude" width="130" height="100" />“Se  o médico da Marina tivesse recomendado exame de urina e demais medidas   indicadas no protocolo de atendimento de gestantes, descobriria que ela  tinha  proteína na urina, a DHEG seria diagnosticada e ela salva”,  atenta a enfermeira  obstétrica e doutora em Saúde Pública Alaerte  Leandro Martins. “Alyne morreu por  falta de cuidados médicos adequados  desde o instante em que procurou a casa de  saúde pela primeira vez com  fortes dores abdominais. A partir dali, os equívocos  foram se  acumulando, chegando ao absurdo de ela ser transferida de hospital, já   em estado grave, sem um relatório com dados do seu prontuário médico.”</p>
<p>“Alyne e Marina morreram não por falta dos R$ 50, propostos pela MP  557, mas  por falta de acesso a um pré-natal de qualidade, o nosso  calcanhar-de-aquiles”,  avisa Alaerte. “A alta taxa de mortalidade  materna no Brasil se deve  principalmente à má qualidade do atendimento e  à falta de organização das redes  de serviços e não à falta de acesso  ao pré-natal, como muitos  propagandeiam.”</p>
<p>“A mortalidade materna é maior entre as mulheres negras, sendo que  metade dos  óbitos devido a aborto é por aborto espontâneo”, adverte  Alaerte. “Em situação  de abortamento, as mulheres são discriminadas. E  se são negras são mais  discriminadas do que as brancas. Serão as  últimas das últimas a serem atendidas,  correndo maior risco de morte.”</p>
<p>Já nos anos 1970 o movimento negro alertava sobre fortes indícios de  que a  mortalidade materna das negras no Brasil era, expressivamente,  maior que do que  a das brancas.  O setor saúde e os governos nunca  deram crédito à hipótese. Até  que uma enfermeira obstétrica negra,  Alaerte Leandro Martins, resolveu estudar o  assunto.</p>
<p><strong>Alaerte Martins:  Dificilmente os R$ 50 </strong><strong>vão ajudar a  reduzir a mortalidade materna no Brasil</strong></p>
<p>Na tese de mestrado “Mulheres negras e mortalidade materna no estado  do  Paraná, de 1993 a 1998”, analisou 956 óbitos maternos, na faixa  etária de 10 a  49 anos, ocorridos nesse período. Concluiu que, quando  comparada à das brancas,  a mortalidade das negras era 6 vezes maior. A  tese de doutorado, na Faculdade de  Saúde Pública da Universidade de São  Paulo (USP), foi sobre gestantes negras que  não foram a óbito, mas que  ficaram com graves sequelas: “<em>Near miss</em> e  mulheres negras em três municípios da Região Metropolitana do Paraná”.</p>
<p>Alaerte trabalha há 22 anos com saúde da mulher. Integra o Comitê de   Prevenção de Mortalidade Materna do Paraná, tendo sido sua presidenta.  Integra a  Comissão de Prevenção da Morte Materna do Ministério da  Saúde. É coordenadora  executiva da Rede de Mulheres Negras do Paraná.</p>
<p>FONTE: VIOMUNDO</p>
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